O porquê de eu não gostar de Game of Thrones e George R. R. Martim.

Esse post contém Spoilers de Game of Thrones até s04ep08.

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Mortes marcadas em cada página.

É claro que acabei de pisar no formigueiro, dizendo que eu não gosto de George R. R. Martin, porém permita-me explicar. Eu, como escritor, considero George tanto excelente como péssimo. Seu controle de narrativa com certeza deixa para trás 90% dos escritores de hoje, impulsionando os leitores com suas surpresas e mortes. Da mesma forma, a série acompanha esse estilo do escritor, adicionando os famosos “Cliff hangers” (ou recursos de roteiro), onde no final do episódio mostram alguma coisa surpreendente ou deixam algo no ar, para que todo o tédio e cenas cansativas sejam ignoradas e você tenha vontade de assistir o próximo episódio. Isso não é errado, muito pelo contrário, todas as histórias tem partes chatas, maçantes ou lentas que são necessárias para compreender todo contexto da coisa (veja The Walking Dead por exemplo). Por isso eu digo, George R. R. Martin é um excelente escritor.

Mas ele é péssimo pelo mesmo motivo que o torna bom, verdade seja dita, ele ganha tanto reconhecimento e dinheiro que escritor brasileiro se quer sonha, exatamente porque ele tem um excelente controle de narrativa, sabe escrever de forma chocante, sem rédeas, onde muitos escritores falham. Ou seja, ele escreve sem nenhuma censura, e isso é ótimo.

Mas qual o motivo de ele matar tantos personagens?

Isso é simples. A morte daquele personagem querido é sempre culpa de alguém, e uma boa porcentagem é culpa dos Lannisters, que são a fonte do ódio ali. Quantos personagens, a começar pelo líder dos Starks, não encontraram seu fim pelos Lannisters? E agora, o anão que todos amam já está também na mira do escritor, digo, dos Lannisters. Game of Thrones é tratado como uma novela, onde ele direciona o que você deve gostar, quem você deve odiar e recompensa o leitor matando, devagarzinho, alguns personagens odiosos. (Como Joffrey ou aquela mulher que viva naquele castelo alto e morreu sendo empurrada pelo buraco da lua)

É extremamente desnecessária a quantidade de mortes, a forma descrita e como é mostrada no show televisivo. Veja bem, eu não são contra a morte de personagens, ao contrário, acho elas necessárias, contudo, George simplesmente cria seu pequeno universo onde ele despeja todo seu, sabe Deus o quê, no livro e temos esse show de atrocidades, estupros, incestos e mortes. O show é bom e o livro melhor ainda, mas eu realmente me decepcionei com a forma de George R. R. Martin.

É simples Demétrios, não leia ou assista. Claro, eu sei disso. Mas um show com treze milhões de espectadores por episódio, além da quantidade de livros vendidos e ser uma das séries mais pirateadas de todos os tempos dificulta isso, já que preciso conhecer o que está levando tanto as pessoas a frente da televisão e dos livros.

Gostaria de salientar como acontece a morte dos personagens, se vocês ainda não perceberam. Ele faz você gostar do personagem, atacando os Lannisters ou coisa assim, e de repente “flop”, alguém morre, sendo esse alguém justamente aquele ali, que você estava começando a gostar. Poderemos usar a desculpa que isso mostra o poderio dos Lannisters, ou como a vida era dura em mundos medievais, ou a desculpa que você queira, mas os Lannisters e aquela mulher dos dragões são a válvula de escape de alguma coisa interiorizada no George, porque outra explicação não há.

aZPYDQX_460sEu desisti completamente das Crônicas de Gelo e Fogo depois da morte de Oberyn Marten… Aquilo foi simplesmente ridículo. Eu pude ver George R. R. Martin dessa forma, que alguém desenhou e encontrei na internet. Você vê Oberyn alcançando os holofotes, tomando importância na história, fazendo parte de alguma coisa e diferença no roteiro, quando não, morre, de uma forma bizarra ainda por cima. Ah, vamos lá, que que foi isso? Ágil como era e leva uma rasteira boba? Foi aí que eu peguei a coisa, entendi o que ele realmente pretende com seu livro, e dei de ombros, jogando para o ar toda a série e o hype em cima dela.

Sejamos francos, Game of Thrones é extremamente supervalorizada.

Eu acredito que Game of Thrones é perfeito para a televisão, onde vemos aquilo que queremos ver, ou seja, intrigas, frases de impacto, coisas que nos indignam, morte, estupro… E assim por diante, porque é isso que a grande maioria busca ao assistir alguma coisa. Frases de impacto e intrigas, cenas de sexo e gente morrendo, esse tipo de coisa… Lembram de Lost? Todo o hype e a forma que faziam você gostar de um personagem para acabar em um final patético daquele? Pois é, mesma formula, mundos diferentes…

Para quem gosta, assista, porque é realmente muito boa. Mas eu realmente cansei de George R. R. Martin e sua arte.

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As vezes eu acho que a preferida do George R. R. Martim é a ex-rainha Lannister…

Você me deixa abrir seus olhos?

Você me deixa abrir os seus olhos?
A muito tempo que eles permanecem fechados, não porque você quis assim, mas porque o fecharam para você. Desde seu nascimento, até o dia de hoje, mas neste momento, eu lhe faço essa pergunta, você permite que eu abra seus olhos?
Muito bom.
Mas o que quer ouvir? Qual mentira quer que eu desminta? Qual segredo quer ver revelado? Qual verdade quer entender? Levantar o véu não é uma tarefa prazerosa, pelo contrário, quando ver o mundo com os olhos despertos, verá uma realidade que não é tão boa quanto parece.
O mundo não funciona como está, você me diz. Há realidade pior do que essa? Você poderá perguntar, e eu responderei com um suspiro compreensivo, sim. Há aquele mundo onde você entende que boa parte dos seus esforços são podados, são levados a falha, não por você ou por falta de tentativa, mas simplesmente porque você não pode ter sucesso.
Então, ainda quer que eu abra seus olhos? Aviso, olhos abertos jamais podem se fechar novamente.
Ok, então vamos lá…
É, existe o Grande Irmão. Sim, existem pessoas no poder que regem as leis. Sim, o país é governado, melhor, administrado como uma empresa. Sim, as pessoas entram em concurso e faculdades sem fazer certames. Sim, alguém vai conseguir um transplante de órgãos antes de você, ainda que você seja o primeiro. Sim, a educação é ruim porque eles querem que seja ruim… Sim… Sim… Sim…
Eu poderia dizer que tudo que lhe disseram, até o momento, é mentira. Mas você acreditaria em mim? Eu poderia dizer, por exemplo, que a religião que você acredita, que suas opiniões políticas e sociais e até mesmo boas partes dos seus gostos não são realmente seus, são deles, da massa que criaram, do status quo imutável implantando pelo comodismo de existir.
Apenas exista, dizem eles. Lhe daremos o básico. Você vai poder até se casar, veja só! Mas na realidade somos apenas a fonte de renda deles. Ah sim… É ruim se achar no fundo da cadeia alimentar, não é? Você aí, todo inteligente, capaz de magnificas criações, nada mais do que um peão, um coitado que trabalha para um sistema que compra cada segundo do seu tempo, e meu caro, o seu tempo é tudo que você tem para vender. Acha que vende serviço? Mão de obra? “Capital intelectual”? Não, você vende seu tempo, uma das poucas coisas que uma vez vendida, não tem volta, nem reembolso, nem porra nenhuma.
Ah, mas que mundo de merda esse seu. Abri meus olhos apenas para ser ainda mais triste e frustrado. Abri meus olhos apenas para ver que nada sou além de uma fonte de renda para mamãe Dilma ou qualquer outro governante…
É, seus olhos foram abertos. Mas cabe a você o que fazer com seus olhos.
Posso lhe dizer mais? Quer ouvir?
Tem certeza? Então vamos lá.
A religião só existe para lhe manter longe dos grandes segredos, segredos esses que vão lhe levar para o sucesso assim ó, puf! É… Eu sei, você tem medo da sua alma imortal ser consumida nas chamas da danação eterna, não é? Bom, isso é realmente uma pena. Mamãe Dilma não tem medo disso, nem papai Bill Gates, nem ninguém que você vê nadando em seu dinheiro. Isso mesmo, SEU dinheiro. Se livre de mais essa meu caro, é… Desse paradigma mesmo, dessa religião, não tenha medo. Acredite no Deus que existe em seu coração, se quiser, mas não acredite no Deus que eles mandaram você acreditar.
Mas aí é que tá, não é? Difícil tirar isso da cabeça. É ainda mais difícil do que passar todo domingo e aguentar aquela horinha lá, aquela que “te salva” da danação eterna. Parceiro, não adianta se arrepender de nada, ação e reação é o que rege a Lei. Traiu a mulher? Bateu nos filhos? Aceitou propina? Deu fechada para chegar mais cedo em casa no transito? Não devolveu o troco? Pois é, tudo isso volta, de uma forma, de outra, mas volta. Ir à igreja não tira você dessa parceiro. Talvez ir à igreja seja seu castigo… Talvez.
Ah, quer saber o segredo? Não… Ainda não. Seus olhos não foram abertos por completo. Ainda há dúvida, ainda há medo, e quem hesita, hum, esse não chega lá nunca. Hesitou, perdeu. Vá atrás dos mistérios quando não tiver dúvida, quando não tiver nenhum medo, quando ter a absoluta certeza que você quer despertar, que vai ter a gana necessária para atravessar o umbral. Antes disso você vai encontrar apenas sofrimento e frustração.
Existe sim uma saída de tudo isso, ela está com você, sempre esteve, sempre estará. Não vou dar o mapa, mas vou dizer onde tá o pote de ouro. Vai, faça assim comigo, feche os olhos… Isso… Agora respire bem fundo, inale… Exale… Faça isso durante uns minutos, três ou cinco, relaxe bastante. Pausadamente não, inale e exale, inale e exale, lento, mas sem parar. Agora não pense em porra nenhuma, limpe sua mente… Isso. Taí, agora é só pegar.
Está dentro de mim? E você ainda tem coragem de me perguntar isso?
Mas cuidado meu caro… Os olhos que se abrem, jamais se fecham, a mente que se expande, jamais retorna ao seu estado original.

A televisão aliena ou informa?

Algumas pessoas tem acessado meu blog se perguntando o seguinte:

A televisão aliena ou informa?

Bom, primeiro vamos a definição de alienação.

alienação

s. f.

1. Ato ou efeito de alienar.

2. Cessão de bens.

3. Arroubamento de espírito.

alienar
(latim alieno, -are)

v. tr.

1. Transferir para domínio alheio (por venda, troca, doação, etc.).

2. Alucinar.

3. Malquistar.

v. pron.

4. Enlouquecer; alhear-se.

(Fonte: Dicionario Priberam Online)

E de informação.

informação
(latim informatio, -onis)

s. f.

1. Ato ou efeito de informar.

2. Notícia (dada ou recebida).

3. Indagação.

4. Esclarecimento dado sobre os méritos ou estado de outrem. (Usado também no plural)

curar por informações: acreditar piamente no que se ouve; fundar-se apenas em boatos.

informar
(latim informo, -are, dar forma a, dispor, educar, instruir)

v. tr.

1. Dar informações a ou a respeito de.

2. Avisar.

3. Dar parecer sobre.

4. Dar forma a.

v. intr.

5. Tomar corpo; engrossar; desenvolver-se.

v. pron.

6. Tomar informações.

7. Procurar notícias.

8. Tomar forma.

Confrontar: enformar.

(Fonte: Dicionario Priberam Online)

A televisão informa e aliena. Ela faz as duas coisas, o grande problema é que suas informações são parciais e manipuladas, escolhem como a publicam e se você aceitar a noticia ali, assim como eles dizem, a opinião que agora você carrega agora é a deles, isso é alienação. Alienação através da informação.

A alienação só existe por causa da comunicação, ou seja, algo é comunicado, informado, e o ouvinte aceita aquela ideia como verdadeira. Tome como exemplo uma escola, a professora diz para as crianças que, de acordo com o livro de história “X”, a Santa Inquisição veio e salvou a população de adoradores do diabo e afins. Como estão na escola, essa é a verdade aceita pelos alunos. O mesmo acontece na televisão, onde o povo, ao comentar sobre um assunto, diz a expressão “passou na TV”. Engraçado como essa expressão agora tem o significado de “isso é provado como verdade absoluta”.

Se quiser um exemplo, passe o dia inteiro assistindo a Rede Record, ela é a campeã nesse quesito, com o Fatioli e o Datena esbanjando barbaridades, opinando sobre elas e dizendo “isso é o que todo brasileiro pensa”. Bom, não é não. Eu penso diferente e se você procurou a resposta dessa pergunta, provavelmente você também pensa, e também essa velhinha que pôs o Datena no chinelo.

É claro que não é só a Record, a Globo não está muito atrás, desfocando as noticias, tirando a atenção do povo brasileiro para o que ela quer que  o povo se concentre. Por exemplo, já notou que o futebol é a ultima noticia do jornal e a novela carro feche da Globo vem logo após o noticiário? Isso não é porque o horário é bom, mas simplesmente para você largar aquelas noticias de lado e se concentrar nas intrigas, casos de traição, amores e empregadas sendo mal tratadas pelos seus chefes, ou o contrario. Logo após, quando é época, vem o Big Brother. Sente no ponto de ônibus e repare o que esta na boca do povo, isso é alienação.

Mas não é só a televisão, varias forma de mídia, jornais impressos, rádios, internet e blogues, expõe a noticia como preferem, como acreditam ser melhor para a audiência e para o povo aceitar. Tome o caso de Wellington Menezes por exemplo e leia esse texto de minha autoria. Nada do que você viu na TV o tratava como um ser humano, apenas como um, nas palavras do Datena, um monstro que não tem Deus no coração.

Concluindo, alienação é a destruição do eu e do individual, dando lugar a um ser coletivo, que é construído pelas formas de mídia e forma um único aglomerado de pessoas que não são mais um “eu”, se tornando um “nós” deformado e sem caminho. A alienação serve para manter a população em um estado de inercia, de estáse, onde não há espaço para revolução, discussão ou opiniões divergentes. Se querem um exemplo de alienação levada ao extremo, aconselho a leitura do livro 1984 de George Owell e o filme Equilibrium, de 2002.

A alienação facilita o mercado, onde a moda opera como a rainha má, obrigando os alienados à seguirem como fieis súditos. Exemplo, a Apple. iPhone agora muda a cor, põe um “S” na frente do nome é se torna a nova geração. E lá vai, filas gigantescas para adquirir esse modelo mais novo, que nada trás de novidade real.

Fechando o post, o bordão de 1984:

Ignorância é força, liberdade é escravidão, guerra é paz.

Um assassinato televisionado na Record logo pela manhã

Hoje pela manhã, ainda sonolento no começo de mais um dia, na rede Record, tive que presenciar a morte de um inocente.
A noticia é de que um homem foi assassinado por um bandido ao tentar recuperar a carteira. O que acontece que toda a açāo foi gravada e a Record fez o favor de mostrar para todo Brasil que estava assistindo logo de manhã o homem levando um tiro, o sangue brotando do peito e a pessoa agonizando no chão, em seu ultimo suspiro.
Meus pais tomavam café da manhā.
Imagino as crianças em varias casas brasileiras assistindo um homem sendo assassinado antes de ir para a escola, imaginado e tentando entender o que virarm, temendo que o proximo seja seus pais.
Tudo isso para que? Aumentar o medo de um povo já amedrontado? Mostrar o quanto somos vulneraveis? Falar para o bandido que a TV ensina para não revidarmos? Ou para que o reporter possa dizer coisas como “lamentavel” e “bota o bandido na cadeia”?
Imagine a familia da pessoa, vendo seu ente querido ser morto em cadeia nacional…
Um assassinato televisionado… Mais uma vez a vida sendo banalizada pela mídia, pela rede Record…E eles se orgulhão e enchem o peito dizendo ser uma rede de televisão cristā…
Usando as palavras de um amigo, André Vinicius: Direito dos gays é vetado, video game só gera violencia… Mas passar um homem inocente sendo executado não tem nenhum problema. Santa hipocrisia.

Da vida e do Viver

Somos engraçados, nós, seres humanos. Em nossa brincadeira que chamamos de vida, achamos certos nossos princípios, dogmas e paradigmas, enquanto ignoramos todo o resto da existência, todas as mentes e pensamentos que concorrem contra os nossos.

Tentei escrever um poema sobre a alma em uma maquina de lavar. Estranho mas necessários, lavados de nossa própria realidade que insistimos em firmar e construir ao nosso redor, seja lá qual seja ela, criando nossas crenças, medos e gostos, um redemoinho incerto de caos que procura um significado.

E há significado?

Há quem diga que sim, há quem diga que não, eu já não sei ao certo. Noites escuras e dias quentes mechem com a cabeça de qualquer ser humanos, nossa realidade criada é transformada pelo nosso ambiente, ambiente que as vezes a sufoca e não a aceita, e nos transformamos em nosso ambiente. As vezes é o contrario que acontece. Mas ainda assim, sem sentido algum a primeira vista.

Deixe estar, diriam, a realidade se fazendo e desfazendo, se gastando em nenhuma importância, um sonho lucido que se perde em memórias já a muito distorcidas. Sem rumo ou destino, sem nada a ser cumprido ou alcançado. Ah, se pudesse, o que faríamos? Se pudéssemos ao menos sermos nós mesmos, em busca do que sonhamos e desejamos.

Nossa realidade não é bem nossa, nós muito menos somos os nossos proprietários. Nem pertencemos a nós mesmos, o que dirá de todo o resto? Empresa, família, tudo o mais, somos o que somos ou o que nos moldam?

Divagações sem sentido de uma noite quente, o cérebro como em um micro-ondas em uma cafeteria na happy hour. Deixe fluir, diria Natalie Goldberg, deixe as palavras saírem como uma chuva forte. Aí estão, todas elas, apenas para mostrar a todos nós, e principalmente a mim mesmo, como perdido estamos em nossa própria realidade.

Meia noite de mais um dia que começa, mais um inicio de uma repetição. É verdade o que dizem então, sobre nós, sobre o que somos hoje. Será, somos então apenas pessoas repetindo o que é necessário para a gigantesca e colossal maquina da sociedade funcionar? A individualidade perecendo na pitoresca caminhada da história, que se repete em eras diferentes, com roupas e costumes diferentes, mas que no final refletem a mesma coisa.

Somos, mas desejamos não ser. Quem não é, deseja ser. Desejos ilimitados da cobiça humana, que nós leva a um ciclo infinito de busca inalcançável de sonhos irrealizáveis. Tamanha abstração sem conclusão.

Tome um tempo, absorva o que lhe disse. Será que faz sentido para você? Definitivamente algum sentido faz, mas talvez nem pra mim isso faça. Estou escrevendo para alguém e espero que seja para você, posso continuar?

Palavras repetidas apenas exaltam a rotina do cotidiano, que me fazem lembrar a cerveja ruim e barata, quente ainda na pequena garrafa, que repetidamente torna as pessoas embriagadas, apenas para lidar com esse problema do qual sofremos. Sem saber o que buscar, como moscas que apenas voam em direção da luz. Ao menos se soubéssemos o que buscar, nossa luta não seria tão inútil.

Veja, se colocássemos tudo em uma nova moldura, até mesmo a antiga pintura pareceria uma obra de arte. Mas o que fazemos, senão o contrario?

Sinto que este é o fim do pensamento, não sei onde chegou ou se havia lugar a chegar. Acredito que esse texto, como a vida, seguiu seu próprio rumo. Buscando por algo, sem saber o que, sem o encontrar e ficando, enfim, sem proposito.

Citando Douglas Adam “Desculpe-nos pelo incomodo.”

Pensando por si próprio.

Eu não sei sobre o que falar nem sobre o que pensar. Penso em escrever algo no blog, todas as quarta feiras, penso em contos, penso em pensamentos e criticas, mas nada realmente que eu queria partilhar, algo de útil.

Vejo a televisão passando sobre a vida do famosos enquanto no mundo da ciência, já existe pele a prova de bala, viagens planetárias e seres geneticamente modificados, algoritmos estão tomando conta das decisões da economia mundial, como coisa de ficção cientifica, mas já está aqui, acontecendo.

Não que as pessoas se importem.

Então penso no amor do mundo, em como hoje as coisas estão decadentes, jovens trocando prazeres apenas para satisfazer seus desejos sexuais, seus desejos mais primitivos, esquecendo a beleza e a força de um amor de verdade, vendo sua parceira apenas como um objeto, semelhante ao seu celular, que logo será trocado por um mais novo, com mais opções.

São dias confusos, onde eu ao invés de estar realizando algo produtivo, fico pensando sobre esse mundo, sabe? Sobre nós como seres humanos. Enquanto esses protótipos de seres humanos acham que suas vidas tem de se resumir a isso, ao redor do mundo as pessoas ainda amam, ainda que seja difícil ver isso acontecer de verdade.

Houve uma mulher que criou um site de relacionamento para pessoas que não fazem sexo, e isso é simplesmente incrível! Quantas pessoas são privadas de amor e afeto por não poderem fazer sexo? Quantas não são discriminadas nem escolhidas por causa disso?

Na realidade as vezes eu me pergunto porque ainda insisto em procurar por uma resposta para tudo isso, onde a única resposta que encontro é alguma teoria da conspiração ou etc…

Ainda assim, acredito que haverá uma revolução intelectual, onde as pessoas começaram, mesmo que engatinhando, a pensar consigo mesmas, a caminhar sobre seus próprios pés.

Enquanto esse dia não chega, faço a minha parte de ser pensante, seguindo meu caminho e fazendo com que as pessoas pensem também.

Só que o maior problema de pensar, é que pensar dói e cansa. E ao invés de pensar, você pode fazer mil e uma coisa mais divertida, além de simplesmente ignorar e manter sua visão estreita de mundo, mantendo as rédeas bem presas a seus olhos e boca.

Não precisa de muito para encontrar um mundo maior, basta paciência e um desejo sincero.

NOTA DE REPÚDIO À REDE RECORD (e à imprensa sensacionalista em geral)

Texto de André “Arkano” Vinicius:

E mais uma vez, a mesma ladainha desconexa se repete. Em um sensacional esforço de reportagem, o programa Domingo Espetacular da Rede Record atacou os jogos eletrônicos de forma vil e desleal. Como sempre acontece em uma rede de mídia manipuladora e consciente de que pode faturar mais deixando seus telespectadores mais burros, a reportagem acusou os jogos eletrônicos de serem os principais causadores de comportamentos violentos entre jovens.

Essa teoria já foi refutada inúmeras vezes, e sempre o é quando reportagens tendenciosas como essa de hoje aparecem na mídia. Mais uma vez, precisamos repetir as mesmas coisas, que aparentemente os cultos e  diplomados joranlistas e especialistas em comportamento humano que são entrevistados não entenderam ainda: jogos têm tanto potencial para incitar violência quanto filmes, fotos, novelas ou coelhos de pelúcia. Isso porque a maldade, a doença, está na MENTE DE QUEM VÊ.

Aparentemente, nossos diplomados colegas jornalistas nunca assistiram o filme Um Dia de Fúria, onde um pacato cidadão se transforma em uma fera descontrolada por causa do acúmulo de problemas banais em sua vida – trânsito, trabalho, família, tudo virando um turbilhão de violência gratuita pelas ruas da cidade. Aquilo pode acontecer com QUALQUER UM, e pode ser detonado por QUALQUER COISA.

Além disso, uma pessoa que tenha desequilíbrios mentais pode ser influenciada por jogos violentos tanto quanto por uma cena de novela. Quantas menininhas não pensaram em se prostituir porque viram a gostosa da novela fazer o mesmo e se dar bem? Quantos garotões não concordaram em “passar a vara” (perdoem a expressão) nas menininhas já citadas, e depois fugir da responsabilidade da paternidade, só porque o garotão rico da novela fez o mesmo?

Será que, de maneira definitiva e absoluta, Duro de Matar, Rambo, Desejo de Matar, Jogos Mortais, e inúmeros filmes semelhantes, JAMAIS INCITARIAM violência em mentes despreparadas para tal?

ACORDEM. O problema NÃO ESTÁ no game, assim como não está no filme, na revista, na novela. Está no DESPREPARO de pais e responsáveis para cuidar e acompanhar a criação dos filhos. Está no CAOS que a educação passa em nosso país. Está nas autoridades que NADA FAZEM para conter o aumento das vendas e consumo de drogas.

Mas, acima de tudo, o problema real está em uma mídia MENTIROSA, MANIPULADORA, SEM A MENOR LISURA OU ÉTICA PROFISSIONAL, que cria verdades programadas para serem usadas em momentos oportunos, de acordo com quem pagar mais.

Pra terminar, só quero que os nobres jornalistas da Record me respondam: se eu mordesse o pescoço de alguém, e chupasse o sangue até matar, e dissesse depois, em carta ou video, que minha maior inspiração para o ato foi a novela Os Mutantes… qual verdade vocês inventariam para explicar isso?