Evolução = Solução

Em seu livro “Para onde vai o mundo?”, Edgar Morin, um dos maiores intelectuais da nossa época e ainda vivo, com sua idade avançada que alcança acima dos oitenta, nos mostra claramente a necessidade da evolução, do pensamento global, da necessidade da unificação das nações.

Ora, mas isso é obvio! Mas se é tão obvio, porque não acontece? Ai é que está o ‘x’ da questão. Se a solução para a humanidade é tão simples ao ponto de só precisar o “ser humano” ser humano, porque ainda enfrentamos desigualdades sem tamanho? Porque o homem, com todo seu intelecto e consciência, ainda promove disputas pelos mais diversos motivos, se comparando a não mais que um simples animal irracional que vive em áreas selvagens, “governadas” pela lei da selva?

A evolução não se torna apenas uma necessidade, mas a única solução. Num mundo onde a sociedade ainda engatinha, que o pensamento sociólogo ainda está em seus primórdios, onde a ideia de poder se resume a liderar uma nação, realmente nos encontramos então, em um estágio na verdade “pré-histórico” da humanidade, pois se analisarmos, não podemos chamar a humanidade de humanidade em seu sentido mais literal. Afinal, somos humanos? Somos seres humanos, isso é fato, mas até onde vai nossa humanidade no sentido moral e ético que nos guia como sociedade?

Vemos nas noticias de hoje nada mais que violência gratuita, uma violência que foge do principal natural onde as leis da natureza poderiam ser usadas como guia moral, e caímos em, como diz Edgar Morin, em uma “violência tornada louca”, algo que foge dos limites aceitáveis de uma sociedade. Alem das guerras constantes, vemos também disputas ilógicas pela dominação do pensar, onde a mídia governa a massa impondo um único raciocínio que, ignorante, a unanimidade da população segue sem muito se importar com o resto dos problemas que enfrentamos. E a partir dai, temos uma massa cega aos reais problemas que cercam a humanidade e que iram continuar a ser ignorados.

Deste ponto, onde nos encontramos, em que o ser humano se torna incapaz de pensar, que é precisamos de uma revolução, não no âmbito físico, com idealistas apedrejando e destruindo seja la o que for, mas uma revolução mental e intelectual, onde houvesse um despertar imediato para as necessidades da humanidade como humanidade, do ponto de vista social, ignorando a individualidade do ser humano, a ganancia e as obsessões, que cegam o eu para a realidade imediata e esquecem da vastidão que é a vida em suma.

Ora, um dos mistérios é medir a nossa importância como seres vivos. Pois somos meros pontos microcósmicos em um universo macrocósmico e que ainda esta em expansão, criando de forma dinâmica varias e varias formas de existência, e se pensarmos ainda mais adiante, poderemos constar que há uma grande chance de existir mais de um universo (pluriverso, de acordo com a Teoria das Cordas) e as chances de nos tornarmos ainda mais insignificantes aumenta. Mas entre todo esse cosmo de estrelas e planetas, temos digitais únicas, dna único e uma consciência única, que a maioria da população insiste em desperdiçar com essa realidade consensual imediata, que nada mais é que passado no segundo seguinte. Então, ainda que existe um universo praticamente infinito, porque somos únicos e temos uma consciência única? A partir dai, até onde somos importantes como seres viventes, e ainda mais, quem somos nós para podermos ter consciência de nosso estado como ser vivo?

Entretanto, ainda temos aqueles que, ainda que sabem dessa necessidade, sentam e esquecem de tudo, viram adoradores do passado e imaginam a época de ouro da antiguidade, acreditando que, ali sim, poderiam ser felizes. Imaginam o regresso como solução, uma vida baseada em crenças e paradigmas arcaicos e sem sentido. Como por exemplo, a ciência que é impedida de evoluir em seus estudos por causa de morais de um antigo livro religioso, onde as regras dizem que era certo apedrejar seu filho e, antigamente, era certo queimar pessoas vivas, apenas por elas pensarem diferente. Ainda hoje há pessoas que acreditam fielmente nesse livro e que ficam a frente da ciência, impedindo que o raciocínio logico e a inteligência desmistifique esse mito primordial de que Deus é uma entidade que se julga perfeita, mas comete erros como a ira, a incapacidade de perdão e vários outros.

Por isso, a única forma do mundo se tornar mundo e da humanidade se tornar humanidade seria exatamente com a humanização do ser humano, e isso apenas pode se dar através da evolução da consciência, da evolução da sociedade, da unificação das nações em uma só bandeira, idioma e economia. Uma evolução em escala global iria ocasionar nada mais que benefícios, todos com uma mente aberta para o certo e errado, para a compreensão da existência e não apenas para essa realidade que julgamos ser a única, onde devemos trabalhar, reproduzir e morrer. Se for assim, não passamos de animais, cuja existência vem e se vai sem ao menos ser notada, sem ao menos fazer diferença.

As pessoas de duzentos anos atrás não sentiam a necessidade de que você existisse, as pessoas de duzentos anos no futuro não notaram sua ausência, então onde fica o real motivo para nossa existência, se não na evolução e na unificação da consciência, onde a sociedade se torna uma única entidade pensante e progressiva?

 

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