Eu sou o Mensageiro, de Markus Suzak.

“Ed Kennedy leva uma vida medíocre, sem arroubos. Trabalha, joga cartas com cúmplices do tédio, apaixona-se por uma amiga que dorme com todos os vizinhos do subúrbio e divide apartamento com um cão velho. O pai alcoólatra morreu há pouco; a mãe parece desprezá-lo.

Certo dia, ele impede um assalto a banco e é celebrizado pela mídia. O ato heróico tem conseqüência. Logo depois, Ed recebe enigmáticas cartas de baralho pelo correio: uma seqüência de ases de ouros, paus, espadas, copas, cada qual contendo uma série de endereços ou charadas a serem decifradas. Após certa hesitação, rende-se ao desafio. Misteriosamente levado ao encontro de pessoas em dificuldades, devassa dramas íntimos que podem ser resolvidos por ele. Uma mulher é estuprada diariamente pelo marido, enquanto uma senhora de 82 anos afoga-se em solidão, à espera do companheiro, morto há mais de meio século.

A ele parece caber o papel do eleito, do salvador. Convencido disso, segue instruções e se perde entre ficções de estranhos e sua própria, embaçada, realidade. A certa altura pergunta-se: “Eu sou real?” Markus Zusak cria um personagem comovente capaz de confrontar o mistério e, por meio da solidariedade, empreender um épico que o levará ao centro de sua própria existência.”

Essa é a sinopse de um dos melhores, para não dizer o melhor, livro que eu já li. Markus te envolve com seu protagonista, Ed Kennedy, que narra toda a história de forma bem informal, cheio de girias, maneirismos e palavrões, que tornam a leitura completamente envolvente. Ao ler este livro, a sensação que tem não é a de estar lendo em si, mas é como se Ed estivesse ali, com você, te contando detalhe por detalhe o que aconteceu em sua vida. O mais incrivel do livro, é a lição que você aprende, depois de acompanhar todos os capitulos. O final, a ultima cena, a ultima pagina… É como despertar para outra realidade que você não via, ou melhor dizendo, insistia em manter os olhos fechados para ela. É como levar um tapa na cara de alguém que você gosta muito, mas é aquele tipo de tapa que serve para você acordar e entender a gravidade da situação.

Todos os personagens de “Eu sou o Mensageiro” foram criados com cuidado, e imagino eu, com bastante dedicação e analise. Um personagem, ainda que um figurante, não é simplesmente mais um neste livro, todos tem algo que você precisa ver, entender e aprender.

Sem duvida esse livro leva qualquer leitor, seja qual for a idade (ainda que reconheço que, quanto mais o leitor for maduro, mais esse livro vai ser impactante), a se questionar sobre si mesmo, de diversa forma e varias vezes. Não leia esse livro se não quiser se confrontar com você mesmo.

Qual a nota que eu dou a este livro? De um a dez, sendo 1 ‘serve como peso de papel’ e 10 ‘você precisa ler antes de morrer’, eu daria catorze.

Quer um conselho? Leve esse livro contigo e leia sempre que possivel, então quando chegar ao final, em um consultorio, ponto de onibus ou mesmo a sua casa, você vai olhar para os lados e dizer “Caralho…”.

Abraços e até o proximo post.

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