
A solidão disfarçada de liberdade, a tristeza disfarçada de diversão.
Caminho que não chega a lugar algum.
Calculo sem resultado, x que nunca é encontrado.
Uma mentira que se diz vida, um mar lotado de vento.
Sem chegar a lugar algum, sem lugar para chegar.
A alma se cansa de tanto procurar, alguma razão em especial.
Em nada encontra, e o nada também.
Vê no nada alguma coisa, vê em lugar algum o fim do caminho.
Presa no labirinto do sofrimento, sem achar a saída
O caminho tortuoso reflete as expectativas vencidas do eu.
E nada mais importa, e o eu passa a nada mais ser.
Uma inexistência.
Fim do caminho, fim da busca, falha.
A alma envelhece, sem valor, sem luz.
A chama divina se apaga em desanimo, a esperança morrendo por fim.
E lá está, mais uma alma esvaziada, vazia.



Que melancolia mais gostosa de ser lida. Em versos simples, me cativou bem. Falar de desamor… tem gente que se torna cansativa, exagerada e deixa o leitor depressivo. Isso não aconteceu quando li este post.
Isso acontece sempre nas melhores famílias. Pelo menos algumas cinco vezes por ano – falo da “melancolia”. Penso que acontece muito em São Paulo, esse lugar cheio de gente vazia.
A gente se enche e se esvazia, constantemente. Acho que é isso que se resume a “vida”.
Por: Anny de Souza em 27/10/2011
às 16:33
E ainda, parece que sempre estamos procurando uma forma de colocar algo no lugar daquilo que seria nossa alma… Talvez seja por isso que simplesmente somos vazios.
Obrigado pelo comentário e até o proximo post.
Por: Demétrios em 28/10/2011
às 8:07