Publicado por: Demétrios | 27/10/2011

Alma esvaziada

A solidão disfarçada de liberdade, a tristeza disfarçada de diversão.

Caminho que não chega a lugar algum.

Calculo sem resultado, x que nunca é encontrado.

Uma mentira que se diz vida, um mar lotado de vento.

 

Sem chegar a lugar algum, sem lugar para chegar.

A alma se cansa de tanto procurar, alguma razão em especial.

Em nada encontra, e o nada também.

Vê no nada alguma coisa, vê em lugar algum o fim do caminho.

 

Presa no labirinto do sofrimento, sem achar a saída

O caminho tortuoso reflete as expectativas vencidas do eu.

E nada mais importa, e o eu passa a nada mais ser.

Uma inexistência.

 

Fim do caminho, fim da busca, falha.

A alma envelhece, sem valor, sem luz.

A chama divina se apaga em desanimo, a esperança morrendo por fim.

E lá está, mais uma alma esvaziada, vazia.


Respostas

  1. Que melancolia mais gostosa de ser lida. Em versos simples, me cativou bem. Falar de desamor… tem gente que se torna cansativa, exagerada e deixa o leitor depressivo. Isso não aconteceu quando li este post.
    Isso acontece sempre nas melhores famílias. Pelo menos algumas cinco vezes por ano – falo da “melancolia”. Penso que acontece muito em São Paulo, esse lugar cheio de gente vazia.
    A gente se enche e se esvazia, constantemente. Acho que é isso que se resume a “vida”.

    • E ainda, parece que sempre estamos procurando uma forma de colocar algo no lugar daquilo que seria nossa alma… Talvez seja por isso que simplesmente somos vazios.

      Obrigado pelo comentário e até o proximo post.


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