Um calor sem força fazendo um pouco de suor escorrer pelos cantos da cabeça, cabeça essa pensando na necessidade de escrever algo.
Um escritor que escreve pouco. Aqui estou eu sentado no intervalo do meu trabalho, com minhas pernas esticadas apoiadas num grande buraco na parede, um lance arquitetonico bem feio, esquisito e praticamente desnecessario.
Sentar assim me faz pensar sobre o que é ser realmente um escritor, um formador de opinião. Não que eu deva pensar muito nisso, afinal, dos 5 a 9 leitores diarios do meu blog, a maioria só quer saber qual é o site de traição, mas uma vez ou outra eu sou ouvido.
Ah escritores de hoje em dia, parece que toda a magia de decadas atras se desfez em twittes e status do facebook, onde escrevemos pouco e nosso pensamento acaba ficando daquele tamanho…
Pensamentos de um intervalo, pequenos, mas maiores que status de facebook.
Sentado com as pernas esticadas
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Um assassinato televisionado na Record logo pela manhã
Hoje pela manhã, ainda sonolento no começo de mais um dia, na rede Record, tive que presenciar a morte de um inocente.
A noticia é de que um homem foi assassinado por um bandido ao tentar recuperar a carteira. O que acontece que toda a açāo foi gravada e a Record fez o favor de mostrar para todo Brasil que estava assistindo logo de manhã o homem levando um tiro, o sangue brotando do peito e a pessoa agonizando no chão, em seu ultimo suspiro.
Meus pais tomavam café da manhā.
Imagino as crianças em varias casas brasileiras assistindo um homem sendo assassinado antes de ir para a escola, imaginado e tentando entender o que virarm, temendo que o proximo seja seus pais.
Tudo isso para que? Aumentar o medo de um povo já amedrontado? Mostrar o quanto somos vulneraveis? Falar para o bandido que a TV ensina para não revidarmos? Ou para que o reporter possa dizer coisas como “lamentavel” e “bota o bandido na cadeia”?
Imagine a familia da pessoa, vendo seu ente querido ser morto em cadeia nacional…
Um assassinato televisionado… Mais uma vez a vida sendo banalizada pela mídia, pela rede Record…E eles se orgulhão e enchem o peito dizendo ser uma rede de televisão cristā…
Usando as palavras de um amigo, André Vinicius: Direito dos gays é vetado, video game só gera violencia… Mas passar um homem inocente sendo executado não tem nenhum problema. Santa hipocrisia.
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Alma esvaziada

A solidão disfarçada de liberdade, a tristeza disfarçada de diversão.
Caminho que não chega a lugar algum.
Calculo sem resultado, x que nunca é encontrado.
Uma mentira que se diz vida, um mar lotado de vento.
Sem chegar a lugar algum, sem lugar para chegar.
A alma se cansa de tanto procurar, alguma razão em especial.
Em nada encontra, e o nada também.
Vê no nada alguma coisa, vê em lugar algum o fim do caminho.
Presa no labirinto do sofrimento, sem achar a saída
O caminho tortuoso reflete as expectativas vencidas do eu.
E nada mais importa, e o eu passa a nada mais ser.
Uma inexistência.
Fim do caminho, fim da busca, falha.
A alma envelhece, sem valor, sem luz.
A chama divina se apaga em desanimo, a esperança morrendo por fim.
E lá está, mais uma alma esvaziada, vazia.
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Laranja Mecânica, de Anthony Burges
Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma resposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex- soberbamente engendrada pelo autor – empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, ‘Laranja Mecânica’ é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX.
O protagonista Alex, amante da música clássica (principalmente Ludwig van Beethoven) e líder de uma gangue de delinquentes que roubam e estupram, cai nas mãos da polícia. Preso, Alex é usado numa experiência chamada “Método Ludovico”, criada pelo Estado e destinada a refrear os impulsos destrutivos dos delinquentes. Quando volta às ruas regenerado, passa a sofrer com aqueles que antes eram as vítimas. Após ser usado num jogo político pelo partido de esquerda, o Estado reverte o seu “tratamento”.
Laranja Mecânica é sem duvida alguma uma experiência única, graças ao extenso vocabulário Nadsat criado pelo autor. Esse vocabulário, unido à forma peculiar de Alex narrar a história, torna toda a leitura uma experiência singular e realmente divertida. Por mais que faça uso das gírias Nadsat, a leitura é fluente e o controle de narrativa é bem eficaz, prendendo o leitor a seguir os passos nada corretos do “humilde narrador”.
O livro não trata apenas da ultraviolência e do velho entra-e-sai entra-e-sai, mas do percurso do narrador, que envelhece, ainda que poucos anos, e adquire uma mentalidade diferente, onde ele se vê em conflito sobre seus conceitos e sobre o que realmente ele queria da vida. Um fato interessante é que esse conflito é retratado no ultimo capitulo do livro, sendo este cortado da versão cinematográfica, por motivos de “razões conceituais”, como conta Fábio Fernandes, responsável pela tradução pela editora Aleph, em seu prefacio.
E meus druguis, que tradução! Eu fiquei muito feliz em ver que a tradução foi levada tão a serio e que as gírias continuaram como tinham de ser, mas de forma que o leitor brasileiro consiga a sonoridade original das palavras. Essa edição da editora Aleph conta com um glossário bastante útil, mas não exatamente necessário, já que Burges narrou muito bem, de forma que usando todo o contexto, dar-se a entender o que cada palavra significa.
Não é a toa que o livro tenha sido considerado um dos cem melhores romances em língua inglesa, afinal, o mundo “futurista” que Burges cria é magnifico, quase profético, ainda que não tenhamos gangues mirins violentando as noites das cidades, mas ainda vemos uma violência cada dia mais jovial, onde as crianças estão desde cedo entrando em contato com o crime.
Se um dia tiverem a oportunidade, ou curiosidade, leiam essa grande obra que já tem mais de cinquenta anos, mas é tão moderno quanto nós mesmos.
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Felicidade regada a Moloko Vellocet
Gus olhava seu reflexo na agua parada da fonte velha, passando os dedos sobre seu olho roxo que ainda doía da briga na noite passada. Estava feio, inchado e mal consiga abrir as pálpebras. Sentou na fonte e respirou fundo, por sorte, um olho roxo foi tudo que sofreu naquela noite, já seu amigo Dus foi esfaqueado e, nesse momento, estava em um hospital, internado por causa da perda de sangue.
Olhou o anjo da fonte, cuspindo agua como se nada importasse. Gus não gostou muito daquele anjo, já era hora de alguém tirar aquele sorriso estupido e esnobe. Ele se levantou e bateu na calça, tirando a poeira, olhando ao redor alguma coisa para quebrar o anjo, até que seu amigo, e líder, chegou em sua moto, usando apenas um ray-ban e uma calça verde escura. Seu nome era Jus, e Gus tinha certo preconceito por ele ser negro, e principalmente por ser careca.
Antes que ele se aproximasse, deu mais uma olhada em seu rosto e sorriu sem um dos dentes da frente para seu reflexo, que sorriu de volta.
__Se não é meu amigo Gus. –disse com a voz de trovão- Como anda meu amigo?
__Formidavelmente bem. –sorriu para o chefe, enfiando as mãos no bolso da calça- Estava olhando esse anjo Jus, e como ele é esnobe. Mesmo sabendo que nosso amigo está no hospital, ele continua rindo.
__Você contou pra ele? –riu-
__Todos os anjos sabem de nossos pecados. –voltou a sentar na fonte, Jus sentou no chão, acendendo um cigarro mentolado que ofereceu a Gus, aceitando prontamente- Ou você acha que eles vão esquecer tudo que nós fazemos?
__Eu não me importo. –coçou a barba ao fazer- Roubar, matar, estamos só sobrevivendo. Se eles querem me mandar pro inferno por isso, o que eu posso fazer? Se nós não revidássemos, poderia ser você também naquele hospital.
__Nós que começamos a briga.
__Nós que a terminamos. Porque está todo sensível hoje Gus?
__É esse anjo idiota.
__Não seja por isso.
Jus se levantou, bateu na calça para tirar a poeira e olhou ao redor, procurando alguma coisa. Gus apontou um tijolo solto que servia de perna para um banco de concreto da praça abandonada. Jus o apanhou e, sem ao menos mirar, atirou o tijolo, quebrando em vários pedaços a cabeça daquela estatua, a agua começou a jorrar em todas as direções, inclusive em Gus.
__Pronto. Isso foi por ele caçoar de você.
__Obrigado Jus.
__Está se molhando. –riu e voltou a se sentar- Saia daí meu amigo.
__Vai ver é o sangue dele. –sorriu passando a mão sobre o olho-
__Dus vai sair dessa, não se preocupe.
Gus atirou o cigarro apagado longe e se levantou, dando mais uma olhada em seu rosto. Com certeza ele se saiu bem na briga, eram cinco contra nove, apenas Dus estava no hospital, o resto apenas um tanto machucados, mas dos nove, eles conseguiram enviar um bom número para uma longa estadia nos hospitais ou em suas casas.
__Já sei, falta um pouco de moloko nesse seu sangue. –riu Jus, terminando o cigarro- Vamos lá, bebemos um pouco e você descansa um pouco sua mente.
__É, pode ser bom… –deu uma ultima olhada para seu rosto- Não… As mulheres vão me achar feio.
__Está de brincadeira? Mulheres adoram um machucado.
E realmente adoravam, no Moloko, Gus e Jus estavam sentados em sofás de veludo roxo, bebendo Moloko Vellocet, enquanto mulheres dançavam ao seu redor e em seus colos. Gus sorria com seus vinte anos na cara, já Jus sorria com seus quase trinta, mas os dois compartilhavam aquele momento, brindando a cada nova dançarina, beijo ou caricia que recebiam. A cada brinde, brindavam também pela saúde de Dus.
Saíram de lá um apoiado no ombro do outro, ainda rindo e cada um com um copo de Moloko Vellocet na mão à terminar. Quando chegaram na moto de Jus, o mesmo riu e pôs o ray-ban, rindo para Gus.
__Vamos indo?
__Para aonde agora?
__Bem, matamos um anjo, transamos com vários anjos… –riu e terminou o copo, jogando longe- Para onde? Para onde Deus quiser!
__Como se Deus quisesse alguma coisa. –mostrou o dedo do meio para o céu e riu, subindo na garupa da moto- Vamos, dirija para onde bem entender, deixe que o moloko na sua cabeça decide.
__Ah meu amigo Gus, com tantos copos de moloko na minha cabeça, se eles não decidissem alguma coisa, seria por puro milagre!
Saíram cantando pneu, levantando poeira, rindo alto. O cabelo de Gus balançava freneticamente, e daquela tarde, foi a ultima coisa que se lembrou. Acordou sentado em uma cadeira azul desconfortável, com a cabeça no ombro de Jus.
Levantou a cabeça e limpou a baba no canto da boca, olhou para o ombro forte de Jus e riu, ao ver a baba ainda escorrendo. Ele dormia com o óculos torto em seu rosto, de boca aberta e roncando como um porco. Gus se levantou e se espreguiçou. A enfermeira sorria para ele atrás da bancada, desligando o telefone. Foi então que percebeu onde estava e aos tropeços foi até a enfermeira, que lhe dirigiu um sincero sorriso.
__Desculpe dona enfermeira mas… –olhou para os lados- Aqui é o hospital onde Dus está, não é mesmo?
__Dus? –disse olhando os arquivos-
__Dus não… Richard Donson Quinto.
__Ah sim. –sorriu pousando o dedo em uma das folhas do pesado caderno- Sim, sim. Ele está estável, ferimento na região lombar não é isso? Não corre perigo.
__Então o pequeno Dus vai estar pronto para mais uma em breve.
Riu voltando para o lado de Jus, e ainda rindo, imaginou seus próximos dias. Briga com outras gangues, tardes de aventura com os amigos, arriscar a vida na moto de Jus e, é claro, anjos regados a moloko ao crepúsculo.
Adormeceu e sonhou com o momento perfeito; ele, Jus, Dus e seus outros dois companheiros, Mus e Vus, deitados em uma cama gigante purpura, aveludada, onde anjas vinham com bandejas de moloko, dançavam e amavam sobre ele e seus amigos, despejando aquele leite em suas bocas. E foi então que ainda dormindo sorriu, pois sabia que ele vivia aquele sonhos em todos os crepúsculos, no bar de sempre, Moloko.
Da vida e do Viver
Somos engraçados, nós, seres humanos. Em nossa brincadeira que chamamos de vida, achamos certos nossos princípios, dogmas e paradigmas, enquanto ignoramos todo o resto da existência, todas as mentes e pensamentos que concorrem contra os nossos.
Tentei escrever um poema sobre a alma em uma maquina de lavar. Estranho mas necessários, lavados de nossa própria realidade que insistimos em firmar e construir ao nosso redor, seja lá qual seja ela, criando nossas crenças, medos e gostos, um redemoinho incerto de caos que procura um significado.
E há significado?
Há quem diga que sim, há quem diga que não, eu já não sei ao certo. Noites escuras e dias quentes mechem com a cabeça de qualquer ser humanos, nossa realidade criada é transformada pelo nosso ambiente, ambiente que as vezes a sufoca e não a aceita, e nos transformamos em nosso ambiente. As vezes é o contrario que acontece. Mas ainda assim, sem sentido algum a primeira vista.
Deixe estar, diriam, a realidade se fazendo e desfazendo, se gastando em nenhuma importância, um sonho lucido que se perde em memórias já a muito distorcidas. Sem rumo ou destino, sem nada a ser cumprido ou alcançado. Ah, se pudesse, o que faríamos? Se pudéssemos ao menos sermos nós mesmos, em busca do que sonhamos e desejamos.
Nossa realidade não é bem nossa, nós muito menos somos os nossos proprietários. Nem pertencemos a nós mesmos, o que dirá de todo o resto? Empresa, família, tudo o mais, somos o que somos ou o que nos moldam?
Divagações sem sentido de uma noite quente, o cérebro como em um micro-ondas em uma cafeteria na happy hour. Deixe fluir, diria Natalie Goldberg, deixe as palavras saírem como uma chuva forte. Aí estão, todas elas, apenas para mostrar a todos nós, e principalmente a mim mesmo, como perdido estamos em nossa própria realidade.
Meia noite de mais um dia que começa, mais um inicio de uma repetição. É verdade o que dizem então, sobre nós, sobre o que somos hoje. Será, somos então apenas pessoas repetindo o que é necessário para a gigantesca e colossal maquina da sociedade funcionar? A individualidade perecendo na pitoresca caminhada da história, que se repete em eras diferentes, com roupas e costumes diferentes, mas que no final refletem a mesma coisa.
Somos, mas desejamos não ser. Quem não é, deseja ser. Desejos ilimitados da cobiça humana, que nós leva a um ciclo infinito de busca inalcançável de sonhos irrealizáveis. Tamanha abstração sem conclusão.
Tome um tempo, absorva o que lhe disse. Será que faz sentido para você? Definitivamente algum sentido faz, mas talvez nem pra mim isso faça. Estou escrevendo para alguém e espero que seja para você, posso continuar?
Palavras repetidas apenas exaltam a rotina do cotidiano, que me fazem lembrar a cerveja ruim e barata, quente ainda na pequena garrafa, que repetidamente torna as pessoas embriagadas, apenas para lidar com esse problema do qual sofremos. Sem saber o que buscar, como moscas que apenas voam em direção da luz. Ao menos se soubéssemos o que buscar, nossa luta não seria tão inútil.
Veja, se colocássemos tudo em uma nova moldura, até mesmo a antiga pintura pareceria uma obra de arte. Mas o que fazemos, senão o contrario?
Sinto que este é o fim do pensamento, não sei onde chegou ou se havia lugar a chegar. Acredito que esse texto, como a vida, seguiu seu próprio rumo. Buscando por algo, sem saber o que, sem o encontrar e ficando, enfim, sem proposito.
Citando Douglas Adam “Desculpe-nos pelo incomodo.”
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Como um pássaro sem asas
Me sinto como um pássaro de asas cortadas, fora da gaiola.
É como se eu assistisse os outros pássaros, cantando e voando, como bem entendem.
E eu aqui, com minhas asas cortadas.
Elas já bateram várias vezes, fortes, me fizeram voar.
O pior de ser um pássaro de asas cortadas, é ser um que ainda lembre qual a sensação de voar.
A liberdade do vazio azul do céu.
As belezas aéreas de um entardecer.
Agora vejo tudo do chão, olhando pra cima.
As lembranças são como um pendulo afiado, que a cada ida a vinda, corta uma parte de mim.
A dor é perpetua, as vezes intensa, as vezes fraca, mas sempre lá.
Os pássaros continuam a voar, enquanto eu os assisto, a distancia.
Voam sem se preocupar com aquele que não tem asas.
Voam pois se cansaram de tentar ajudar aquele que não voa.
E não se importam mais com aquele pássaro.
Eu não deveria me importar, mas eu me lembro como é voar.
E me importo.
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Da Traição: Site de relacionamento especializado em adultério.
Me chame do que quiser, puritano, tradicional, chato, qualquer coisa, mas isso já passou dos limites!
Sites de relacionamento para quem quer ter um caso.
Isso mesmo, se já não bastasse a putaria que é os sites de relacionamento hoje em dia, agora temos sites especializados na ideia de trair aquela pessoa que te aturou a vida inteira!
Eu já publiquei uma ideia aqui no blog sobre traição, e o quanto eu acho ela estupida, agora vem mais essa para “apimentar” minha sede de criticar o mundo inteiro. Quando acho que chegamos a um ponto, sempre tem o engraçadinho que vai lá e passa desse ponto, o que vai ser depois? Sites de relacionamento especializados em assassinatos? Pessoas que querem matar e ser mortas? Ou um site de relacionamento para pedofilos?
A ideia do site é exatamente essa, pessoas que querem ter um caso se cadastram e procuram um parceiro ou parceira para saciar seus desejos sexuais. Só isso. Claro que isso facilita a vida de muita gente e de muitos brasileiros também. Não vou mentir que a ideia é simplesmente genial, se aproveitar do ser humano para ganhar dinheiro, ainda mais nessa parte onde o povo é tão fraco, ainda mais os brasileiros, que acham bonito trair, mas ainda assim, é propagar a desunião, propagar a discórdia com a desculpa esfarrapada de “se cadastra quem quiser”.
Estou sendo muito dramático? Talvez muito romântico, ainda acreditando na ideia de amor e de que tudo é bonito e cheira a rosas.
Eu até entendo, em partes, as pessoas que traem. A vida vai ficando sem graça, vai perdendo o sentido, os filhos se tornam mais um estorvo do que um prazer, a mulher se torna mais uma obrigação que uma companheira. Aí como são covardes demais de largar o que lhes aborrece e seguir adiante, procurar uma vida divertida como querem, acham que um “caso” vai resolver, vai tirar aquele tédio e aquele marasmo, vai dar um gostinho a mais e vai ter mais energia para aguentar a porcaria diária que ele chama de vida.
Eu só não concordo em facilitar as coisas para esse tipo de pessoa, é a mesma coisa que dar a faca ao assassino. Tudo bem que assassinato é bem pior que adultério, mas você entendeu o que eu quis dizer.
Então é isso, a vida vai ficando sem graça ao ponto de termos que procurar alternativas para sermos mais felizes e ativos.
É povo, as coisas só estão piorando.
Para quem quiser conhecer a noticia com mais detalhes, acesse o link: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2011/08/sites-para-casos-e-traicao-investem-no-pais-e-ja-reunem-mais-de-370-mil.html
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Pensando por si próprio.
Eu não sei sobre o que falar nem sobre o que pensar. Penso em escrever algo no blog, todas as quarta feiras, penso em contos, penso em pensamentos e criticas, mas nada realmente que eu queria partilhar, algo de útil.
Vejo a televisão passando sobre a vida do famosos enquanto no mundo da ciência, já existe pele a prova de bala, viagens planetárias e seres geneticamente modificados, algoritmos estão tomando conta das decisões da economia mundial, como coisa de ficção cientifica, mas já está aqui, acontecendo.
Não que as pessoas se importem.
Então penso no amor do mundo, em como hoje as coisas estão decadentes, jovens trocando prazeres apenas para satisfazer seus desejos sexuais, seus desejos mais primitivos, esquecendo a beleza e a força de um amor de verdade, vendo sua parceira apenas como um objeto, semelhante ao seu celular, que logo será trocado por um mais novo, com mais opções.
São dias confusos, onde eu ao invés de estar realizando algo produtivo, fico pensando sobre esse mundo, sabe? Sobre nós como seres humanos. Enquanto esses protótipos de seres humanos acham que suas vidas tem de se resumir a isso, ao redor do mundo as pessoas ainda amam, ainda que seja difícil ver isso acontecer de verdade.
Houve uma mulher que criou um site de relacionamento para pessoas que não fazem sexo, e isso é simplesmente incrível! Quantas pessoas são privadas de amor e afeto por não poderem fazer sexo? Quantas não são discriminadas nem escolhidas por causa disso?
Na realidade as vezes eu me pergunto porque ainda insisto em procurar por uma resposta para tudo isso, onde a única resposta que encontro é alguma teoria da conspiração ou etc…
Ainda assim, acredito que haverá uma revolução intelectual, onde as pessoas começaram, mesmo que engatinhando, a pensar consigo mesmas, a caminhar sobre seus próprios pés.
Enquanto esse dia não chega, faço a minha parte de ser pensante, seguindo meu caminho e fazendo com que as pessoas pensem também.
Só que o maior problema de pensar, é que pensar dói e cansa. E ao invés de pensar, você pode fazer mil e uma coisa mais divertida, além de simplesmente ignorar e manter sua visão estreita de mundo, mantendo as rédeas bem presas a seus olhos e boca.
Não precisa de muito para encontrar um mundo maior, basta paciência e um desejo sincero.
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